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Teatro-Fórum da UFSB estreia em Jequié e debate algoritmos, trabalho e vida nas plataformas digitais

  • Publicado: Segunda, 24 de Agosto de 2026, 14h18
  • Última atualização em Segunda, 24 de Agosto de 2026, 14h18
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Cilene Canda UFBA em cena Fernando Leão UFSB CJAO Grupo de Estudos em Teatro, Educação e Política (GETEP), vinculado à Licenciatura Interdisciplinar em Artes, do Campus Jorge Amado da UFSB, realizou a estreia do Teatro-Fórum Os algoritmos são nosso novo patrão?. A apresentação aconteceu na Sala Zero da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), Campus de Jequié, no dia 14 de agosto, como parte da programação do 2º Encontro de Teatro do Oprimido da Bahia, reunindo aproximadamente 40 pessoas.


Criada a partir de exercícios, jogos e técnicas do Teatro do Oprimido, método sistematizado por Augusto Boal, a peça aborda questões cada vez mais presentes no cotidiano: algoritmos, produção de conteúdo, monetização, disputa pela atenção e divulgação de bets. Com isso, as plataformas digitais passaram a organizar diferentes formas de trabalho.


Eelenco em cena Fernando Leão UFSB CJAssa realidade alcança artistas, produtores culturais, professoras/es e estudantes, que precisam lidar com novas tarefas de criação de conteúdos, métricas, visibilidade e engajamento. As redes podem ampliar públicos, favorecer a circulação dos trabalhos e gerar renda. Ao mesmo tempo, exigem adaptação a formatos, postagens constantes e acompanhamento de tendências.

Uma das referências para o processo de criação do grupo foi o filósofo sul-coreano Byung-Chul Han, especialmente o livro Infocracia: digitalização e a crise da democracia, no qual discute as transformações provocadas pelas novas formas de poder associadas à informação, aos dados e à comunicação.


Essas questões atravessam o enredo. Ana, uma jovem estudante de Artes em estágio docente, começa a produzir conteúdo para a internet e é confrontada com a possibilidade de ampliar o alcance e a monetização de seu canal. Ao seu redor, outros personagens, também estudantes universitários, estabelecem diferentes relações com o ambiente digital. João assume uma posição mais crítica; Lívia aposta no potencial das redes e no domínio de suas ferramentas; e Marcelo representa uma lógica marcada pela pela associação entre sucesso, audiência e publicidade.

No Teatro-Fórum, após a apresentação, pessoas da plateia podem entrar em cena e experimentar outras formas de agir diante do conflito. Na estreia em Jequié, a professora Cilene Canda (UFBA) ocupou o lugar de Ana e propôs uma nova postura para a personagem. Como a cena poderia seguir a partir dessa intervenção? O objetivo não é encontrar uma solução definitiva, mas investigar coletivamente possibilidades de transformação.

Fernando recebendo o público da peça Fernando Leão UFSB CJAA montagem integra as atividades do GETEP/UFSB, coordenado pelo professor Fernando Leão. O grupo articula formação teórica, experimentação artística e reflexão sobre questões sociais contemporâneas. Atualmente, participam das atividades as/os estudantes Lorena Assis, Vítor Nascimento, Sávio Louro e Ingrid Queiroz. Para o espetáculo, o músico ilheense Vini Santana foi convidado a compor as músicas.

Sobre a proposta da peça, Fernando afirma: “a peça não quer rejeitar ou desencorajar o uso de novas tecnologias digitais, mas quer, sim, perguntar quem produz essas tecnologias, a que interesses respondem e como podem interferir naquilo que sentimos, pensamos, fazemos e deixamos de fazer”.


As ações do GETEP são apoiadas pela Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEX), por meio do Edital 07/2026 – Programa de Apoio à Arte e Cultura, e pelo Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Jorge Amado (IHAC/CJA).

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