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Ações extensionistas levam contação de histórias para a comunidade

  • Escrito por Heleno Rocha Nazário
  • Publicado: Segunda, 31 de Agosto de 2026, 11h50
  • Última atualização em Segunda, 31 de Agosto de 2026, 15h42
  • Acessos: 1047

12 06 Colégio Estadual Serra Grande 1Entre junho e julho de 2026, seis coletivos formados por estudantes do componente curricular de extensão (CCEX) Práticas Compartilhadas em Arte e Educação I | Contação de Histórias, do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências (IHAC) do Campus Jorge Amado, levaram rodas de contação de histórias a escolas, instituições sociais, uma comunidade indígena, praças e residências em seis municípios do território. A atividade foi coordenada pela professora Keu Apoema e alcançou um público estimado em mais de 287 pessoas, de crianças de três anos a idosos de até 70 anos

04 07 26 ItabunaNas contações, cada coletivo pesquisou seu próprio repertório de tradição oral indígena, afro-brasileira, portuguesa e popular baiana. A partir disso, planejou o contato com as instituições parceiras. As atividades combinaram narração, música, brincadeiras cantadas e, em alguns casos, desenho e produção artística com o público.

Hist monstros das cores com as emoções lar Fabiano 17 junAs equipes levaram a experiência da contação de histórias para pontos diferentes. O coletivo Cutucar narrou lendas indígenas de serpentes, musicalizadas, para crianças do NEMD, em Itabuna. No coletivo Todos Contam, a equipe conduziu sete apresentações, em grupo e individuais, em escolas de Ubaitaba, Buerarema e Itajuípe e em uma instituição social. A equipe do coletivo ContArte levou histórias de fantasia e infância para idosos em Itajuípe e crianças na Praça Camacã, em Itabuna.

IMG20260627103011O coletivo Voz, Corpo e Memória apresentou histórias afro-brasileiras para turmas do Ensino Médio em Serra Grande, além de realizar uma roda de escuta com uma moradora do Fonseca (Itabuna). O coletivo Fauna, Flora e Primavera realizou uma contação fantasiada de fadas para crianças do Lar Fabiano de Cristo, em Itabuna. E o coletivo Sabiá apresentou um repertório diverso, incluindo mitologia afro-brasileira sobre Xangô, Ogum e Iansã, levado também à comunidade indígena Aldeia Tucum, em Olivença.

bf1c2771 0251 4841 bc8b f4b3b74d4fa7Os depoimentos dos discentes mostram que a experiência também mudou a percepção deles sobre o ato de contar histórias. “Entendi que contação de histórias não é apenas reler algo já escrito por alguém, mas sim “dar asas à imaginação”, como o saudoso Monteiro Lobato fala em seus escritos”, afirma Vânia de Almeida Vidal, do coletivo Cutucar. Para Acássio Viríssimo Costa, do coletivo Todos Catnam, “realizar a atividade de contar histórias na Escola Lúcia Pinillos foi muito gratificante, pois essa instituição faz parte da minha formação: fui aluno dela e nela estudei durante todo o ensino fundamental”.

bf1c2771 0251 4841 bc8b f4b3b74d4fa7“Meu grupo escolheu o Lar Fabiano, um lugar que faz parte da minha história e desperta lembranças muito especiais da infância. É uma forma de retribuir ao território um pouco do que ele me proporcionou”, diz Laryssa Sebastiana de Jesus Alves, integrante do coletivo Fauna, Flora e Primavera. Marcelo Bastos dos Santos, participante do coletivo Voz, Corpo e Memória, “cada olhar, sorriso, comentário e reação dos estudantes mostrava que a história já não era mais só nossa, mas também deles”.  Para Ády Regina Muniz Florêncio, do coletivo Sabiá, “é isso que as belas palavras fazem, elas abrem caminho para um tipo de convivência e de compartilhamento que expande o mundo”. 

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